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O triunfo próximo de Google+

Publicado por Jéssica Campos Fonseca em 24/jan/2014 10:20:40

O triunfo próximo de Google

O Google comeu mosca em relação às redes sociais nos últimos anos e isso é fato consumado. Foram vários os acontecimentos que poderiam tê-lo levado ao caminho certo, mas passaram despercebidos e acabou por permitir a entrada de concorrentes fortíssimos no mercado pela publicidade virtual.

Por exemplo, apesar de ter comprado o Orkut ainda em seu auge, um investimento focado no público brasileiro, indiano e árabe que dominavam a rede, a Google não aplicou esforços próprios para melhorá-lo, desenvolvê-lo, nem mesmo em construir o inevitável sucessor da rede.

Além disso, o território americano teve como exemplo o sucesso do MySpace que perdurou mas não vingou e, mesmo assim, o Gigante da Internet não teve nem a visão ou agilidade de construir algo que complementasse o perfil “musical” da antiga rede, ou seja, que acrescentasse algo pessoal.

A fórmula esteve sempre ali: um pouco de MySpace, um pouco de Flickr, um pouco de Blogger e pronto! O Facebook explodiu e saiu na frente. Além de ter dominado a atenção do público, também conquistou as marcas, que trabalham seu branding através de perfil próprio ou investem em publicidade.

Acredito que seja este o ponto fraco do Google. Foi ao entrar no mercado publicitário digital que o Facebook começou a realmente incomodar! Um território dominado pelo gigante começou a se fraturar e é inevitável que as empresas apostem naqueles que oferecem a maior abrangência de público.

E é aí que se encontra a ironia. O uso massivo de publicidade na rede favorita do mundo inteiro está espantando os usuários e, consequentemente, muitas marcas. Receber novidades dos amigos ou ter acesso à conteúdo de interesse pessoal não é mais a real proposta do Facebook, embora seja a ideia contrária que é vendida.

A esperança do Google+ é que estes usuários cansados da rede de publicidade maçante eventualmente irão migrar, e eles estarão logo alí, suprindo as necessidades de alimentação e organização de conteúdo, e oferecendo recursos interessantíssimos, como o Hangouts (que já abordamos aqui).

Obviamente, o Google+ ainda tem outro fator a seu favor: a influência nas buscas organizas. A recomendação +1 passou a ter grande crédito no ranking das páginas nos resultados de busca da Google.com.br. Paralelamente, é possível adicionar o botão +1 nas páginas do site, de forma a conquistar seguidores e entender quais conteúdos ou produtos geram fidelidade.

Para não cair na mesma armadilha que o Facebook tem se emaranhado, o diretor de marketing global da plataforma, Marvin Chow, afirmou já no início do ano passado que o Google+ irá rejeitar o uso de anúncios, pois considera que as peças "atrapalham o usuário quando ele está tentando manter uma conversa interessante ou procurando a foto de um neto”.

Porém, o que tem atrasado a migração dos usuários é a baixa população que interage com o perfil da rede, muito embora o número de cadastrados seja grande. Por enquanto, é visível a mudança de ares para aplicativos mobile, como Instagram e Snapchat, mas que não suprem a necessidade de compartilhamento de conteúdo mais complexo.

É muito provável que 2014 ainda não seja o ano que o Google+ passe por cima do Facebook, e há muita bola para rolar, mas será um ano de grandes triunfos para a rede mais competente e atrasada na internet. E será interessante ver a briga de gigantes pelo maior número de usuários!

Tópicos: Mídias Sociais

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